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Síndrome metabólica aumenta risco de diabetes e doenças cardiovasculares 

A medida da cintura é um importante indicador de saúde.


Os centímetros que medem a concentração de gordura visceral evidenciam não somente a obesidade, mas também os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares ou diabetes.


Esse número é o principal critério utilizado pelos médicos para diagnosticar a síndrome metabólica. A medida varia de acordo com a etnia e gênero do indivíduo: no caso dos homens caucasianos e negros a preocupação surge a partir de 94 cm; no caso dos sul-asiáticos, ameríndios e chineses a partir de 90 cm; e no caso dos japoneses a partir de 85 cm.
 

No caso das mulheres, as caucasianas, negras, sul-asiáticas, ameríndias e chinesas devem se preocupar com medidas a partir de 80 cm; e as japonesas, a partir de 90 cm.
 

Além da medida da cintura, que é uma condição que deve necessariamente estar presente, o diagnóstico de síndrome metabólica necessita da presença de mais dois critérios entre os seguintes: níveis de pressão arterial máxima (sistólica) maior ou igual a 13 cm/Hg ou pressão arterial mínima (diastólica) maior ou igual a 8,5 cm/Hg; glicemia medida em jejum elevada (a partir de 100 mg/dl) ou diabetes diagnosticada; perfil lipídico alterado (baixo colesterol bom – HDL menor de 50 mg/dl nas mulheres e 40 mg/dl nos homens – ou triglicérides elevados – acima de 150 mg/dl).
 

Esse conjunto de fatores eleva também o risco de morte por doenças como o acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, quando presente, a síndrome metabólica está relacionada a uma mortalidade cardiovascular três vezes maior que na população em geral.
 

A doença é silenciosa, já que dificilmente apresenta sintomas, e frequente: a incidência é de 30% em toda a população. Ela pode aparecer a partir dos 30 anos, mas é mais comum na faixa dos 50. Nessa idade, o número de casos dobra em comparação com as faixas etárias anteriores. Não há um componente hereditário, mas quem tem histórico familiar de diabetes ou doenças cardiovasculares, deve redobrar a atenção, pois é mais suscetível.
 

O diagnóstico da síndrome é feito por meio de exames laboratoriais – que vão avaliar os níveis de glicemia, colesterol e triglicérides presentes no organismo – em conjunto com uma avaliação clínica, na qual o médico irá aferir o nível de pressão arterial.
 

O tratamento de ponta para esse problema é multidisciplinar, ou seja, deve abordar vários fatores da vida do paciente. É preciso controlar o peso, a glicemia e o colesterol. Em alguns casos, há necessidade de usar medicamentos, mas em geral a indicação é exercício físico e alimentação balanceada.
 

Levando-se em conta que a origem da síndrome metabólica está no acúmulo do tecido adiposo, quando a pessoa emagrece, as consequências são atenuadas e ela pode deixar de apresentar o diagnóstico. Por isso a realização de atividade física regular, dieta equilibrada e controle do peso são as principais maneiras de prevenção da doença.
 

Fonte: Revista Veja, material informativo do Hospital Einstein, São Paulo

Responsável Técnico: Dr. Miguel Cendoroglo Neto – CRM 48949

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