Serviços

Introdução aos Tratamentos



Quando decide tratar a obesidade, o paciente passa por várias etapas de atendimento. O primeiro passo é a marcação da Palestra de Acolhimento. Nesta oportunidade, poderá ser agendada a primeira consulta com um dos médicos do SAO, para avaliação específica de cada caso individualmente. Segue-se a avaliação pela equipe multidisciplinar, na qual ocorrerá a definição, em conjunto com o paciente e seus familiares, da melhor estratégia de tratamento, se clínica ou cirúrgica.

O excesso de gordura corporal é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios: hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, diabete, câncer, osteoartrite e apnéia do sono. Entre as consequências da obesidade estão o prejuízo estético, os danos psicológicos, a sobrecarga da coluna e membros inferiores, e suas consequentes degenerações (artroses) das articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, entre outras.

Um dos critérios de avaliação é o Índice de Massa Corporal (IMC), que é definido segundo a fórmula: 

IMC = Peso (kg) / Altura x Altura

Até 25 kg/ m² Normais
de 25 a 30 kg/m² Pesados (Sobrepeso)
de 30 a 35 kg/m² Obesos leves (Grau I)
de 35 a 40 kg/m²  Obesos moderados (Grau II)
mais de 40 kg/m² Obesos severos (Grau III)


Um paciente, por exemplo, com peso de 136 Kg e altura de 1,60m terá o seguinte índice de massa corpórea, segundo a fórmula: 

IMC = 136 / (1,6 x 1,6) = 53,12 kg/m² (obesidade grau III ) 

Obesos mórbidos são aqueles que possuem obesidade grau III, ou mesmo grau II com doenças comórbidas. Doenças comórbidas são aquelas que têm grande potencial de melhora com o controle da obesidade, como a diabete, a hipertensão, o colesterol e triglicerídeos aumentados e a apneia do sono, entre outras. Sabe-se hoje que obesos mórbidos podem ter grande benefício com a cirurgia bariátrica, desde que compreendam que a operação é parte do tratamento, e que é imprescindível o acompanhamento com equipe multidisciplinar pelo resto de suas vidas.

Os demais critérios são analisados pela equipe multidisciplinar, e passam pela avaliação da capacidade de entendimento do tratamento pelo paciente e seus familiares, bem como das suas condições psicológicas e orgânicas, entre outras.

O tratamento clínico é baseado na mudança de hábitos diários, incluindo a aquisição de atitudes alimentares e de atividades físicas adequadas ao paciente específico, bem como o controle dos fatores psicológicos comumente presentes. Medicamentos podem ser eventualmente receitados.

O balão intragástrico é considerado um tratamento intermediário entre o clínico e o cirúrgico, pois sua colocação e retirada são feitas por meio da endoscopia digestiva alta.

No tratamento cirúrgico, a sistematização técnica empregada para se definir os procedimentos cirúrgicos que possam levar a perda comprovada e duradoura de peso são baseadas nas seguintes modalidades cirúrgicas:

Cirurgias Restritivas: visam diminuir o tamanho do estômago levando o indivíduo a comer menos. Exemplo: banda gástrica ajustável e gastrectomia vertical.

Cirurgias Disabsortivas: levam ao emagrecimento por provocarem má digestão e má absorção dos alimentos. Quando a cirurgia envolver esta modalidade deve ficar clara a necessidade de reposição vitamínico-mineral, que poderá ser pelo resto da vida. Exemplo: switch duodenal.

Cirurgias Mistas ou Combinadas: correspondem a uma associação das duas anteriores. Exemplo: bypass gástrico em Y de Roux.

Para maiores detalhes, acesse os tratamentos específicos ao lado.